segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dia Nacional em Memória às Vitimas de Acidente de Trabalho

.No dia 28 de abril, Dia Nacional em Memória às Vítimas de Acidente de Trabalho, a CUT e as demais centrais (CTB, CGTB, Força, NCST e UGT) estarão em Brasília para a realização de um ato público e reunião com o deputado Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados, onde haverá a protocolização das propostas em projetos de lei para alterações de artigos da Lei 8213/91.


Além do ato nacional, que contará com a participação do presidente da CUT, Artur Henrique e do secretário de Saúde do Trabalhador, Manoel Messias, a CUT também convoca às Estaduais, Ramos e Sindicatos a desenvolverem atividades em defesa da saúde do trabalhador na semana de 28 de abril. O objetivo é denunciar a irresponsabilidade do setor patronal no que diz respeito aos acidentes e doenças do trabalho; cobrar do Estado na esfera municipal, estadual e federal ações efetivas de proteção a saúde do trabalhador; apoiar as lutas dos trabalhadores e o fortalecimento de suas organizações pela melhoria da saúde e condições de trabalho - como a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), Sistema Único de Representação (SUR), Comissão de Fábrica e outros.



No Brasil, só no ano de 2008 foram registrados 747 mil de acidentes de trabalho com 2.757 mortes e 12.071 casos de trabalhadores/as que sofreram incapacidade permanentemente. Todos os anos são gastos bilhões em recursos públicos com os acidentes de trabalho. Em 2008 foram 46 bi, com a assistência médica, benefícios por incapacidade temporária ou permanente, e pensões por morte de trabalhadores e trabalhadoras vítimas das más condições de trabalho.


O aumento dos acidentes de trabalho, que incorpora apenas os trabalhadores celetistas, é resultado da implantação do Nexo Técnico epidemiológico Previdenciário – NTEP. Atende parcialmente antiga reivindicação do movimento sindical, em razão da subnotificação das doenças do trabalho. Deixa de fora os servidores públicos estatutários e os trabalhadores da economia informal.



História

A data de 28 de Abril, em memória das vitimas de acidentes de trabalho surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, espalhando-se por diversos países através de sindicatos, federações, confederações locais e internacionais.



O dia foi escolhido em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde no trabalho.



Em maio de 2005, a data de 28 de Abril foi instituída no Brasil como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, pela Lei nº 11.121.



Serviço:




28 de Abril – “Dia em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho”




Tema: A legislação a Serviço da Saúde do Trabalhador



Local: Câmara Federal – Brasília DF – Plenário II



Horário: 17h00



Organização: CUT, CTB, CGTB, Força, NCST e UGT

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CUT VENCE ELEIÇÃO DOS MUNICIPAIS EM BEBEDOURO

APÓS UMA BATALHA DE NERVOS E POLÍTICA FICOU MANTIDA A VONTADE DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE BEBEDOURO, QUE ESCOLHERAM A CHAPA CUTISTA ENCABEÇADA PELO COMPANHEIRO BASÍLIO PARA REPRESENTÁ-LOS NOS PRÓXIMOS TRÊS ANOS.

NO INÍCIO A DIFICULDADE, NO FINAL A VITÓRIA

A Federação dos Trabalhadores da Administração e do Serviço Público Municipal do Estado de São Paulo e a Central Única dos Trabalhadores tiveram papel único de maior importância nas Eleições dos dias 19 de março que foi anulada devido ao erro na cédula eleitoral e principalmente na do dia 19 de abril em que foi dada a posse a Chapa Cutista encabeçada pelo Companheiro Basílio. Mas até chegarmos à vitória final foram muitas as dificuldades, principalmente após a anulação da primeira eleição que gerou o fato a intervenção da Federação da Força Sindical no Sindicato e na comissão eleitoral, que antes era formada por membros Cutistas e ficou sendo após a intervenção apenas de membros da Força Sindical tendo com intervencionista o Presidente da Federação da Força o Sr. Aires e como Presidente da comissão eleitoral a Sra. Mara.

Para ilustrar o relatório na ultima quarta-feira no final da tarde fomos surpreendidos pela informação que dirigentes da Força Sindical haviam conseguido a intervenção no sindicato, imediatamente o Assessor da CUT Ribeirão Preto Sr. Leandro me informou e após consultar o Coordenador da Sub Sede Luiz Henrique marcamos a viagem para Bebedouro para buscar maiores informações da situação. Na quinta chegamos a bebedouro e tentamos contato na Sede do Sindicato com o Sr. Aires que infelizmente não quis nos receber e só passou informação que era uma intervenção devido ao término do mandato da Diretoria. Após fizemos uma reunião com Basílio e Airton que nos entregou cópia do pedido e da sentença que de imediato enviamos ao Dr. Vinícius e aos demais companheiros Cutistas.

De forma vitoriosa na sexta conseguimos uma liminar determinando que tanto a comissão eleitoral quanto o quadro de mesários fossem formado com representantes de todas as chapas. Preparamos a contratação dos seguranças o aluguel dos carros e no domingo o Sr. Leandro a pedido do Sr. Luiz Henrique já foi para Bebedouro começar a organização dos trabalhos. Na segunda de madrugada chegamos ao Sindicato e como o Sr. Aires não estava no local para ser intimado da liminar, começamos a travar uma disputa política sindical com a Força o que resultou na formação paritária das mesas coletoras de votos que tenho a total certeza interferiu de forma democrática no resultado final.


Quando do fechamento das mesas coletoras ao chegar à sede do Sindicato conseguimos mais uma vitória a permanência na apuração com a indicação paritária dos membros para escrutinar os votos. O representante da Oposição Sindical Cutista Municipais de Ribeirão Preto o companheiro Camilo e o Leandro assessor da Subsede tiveram papel decisivo neste momento, pois conseguimos garantir que os votos captados fossem escrutinados de forma correta o que resultou na nossa vitória e na posse no mesmo dia da Chapa Cutista dada pelo interventor Sr. Aires.

Finalizando só temos a agradecer aos companheiros de todo o Estado que fizeram parte de mais esta história vitória da FETAM/SP e da CUT, muitos se desdobraram, mas o resultado final coroou todo o trabalho realizado, demonstrando a união e a força dos dirigentes dos sindicatos e oposições CUTISTAS.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Truculência, prepotência e covardia em SP - Serra exibe suas credenciais ao país lançando PM contra professores em greve

Truculência, prepotência e covardia em SP
Escrito por Leonardo Wexell Severo
27/03/2010
Serra exibe suas credenciais ao país lançando PM contra professores em greve



Escrevo estas linhas em meio a telefonemas de denúncias sobre presos e torturados pela Polícia Militar de José Serra na manifestação desta sexta-feira (26) nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Denúncias de grotescas armações realizadas por policiais que se passaram por manifestantes, abafadas para dar lugar ao assumimento da candidatura a presidente do governador do Estado mais rico e que paga o Pior Salário Do Brasil para o funcionalismo público. Também escrevo com dor, intensa, devido às queimaduras nos dois braços e mãos provocadas pelos sprays químicos, covardemente atirados pelos marginais com farda sobre quem fotografava de perto, documentando próximo demais para quem tudo quer encobrir. Depois, a versão oficial ganha as tintas da verdade nos jornalões e informação mercadoria cobre as emissoras de rádio e televisão.

Gás pimenta contra jornalistasAntes de dar continuidade, cito o saudoso conterrâneo Apparício Torelli, mais conhecido como o Barão de Itararé, que daria boas risadas do cenário montado por José Serra nos meios de comunicação. Uma mídia que até para ser venal podia ter algum limite. Vendo o quão tosca foi a cobertura, quão partidarizada e ideologizada em favor do escárnio dos educadores, não há como fazer chacota deste tipo de “jornalismo”. Dizia o Barão: “Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga” e que “A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”..

Vamos aos fatos:


Estudantes se solidarizaram com professoresFoi montada uma barreira com a tropa de choque e grandes blocos de cimento impedindo o deslocamento de dezenas de milhares de professores em greve que, enfrentando a chuva e os inúmeros bloqueios da Polícia Militar - como nas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, e também na Marginal do Tietê - conseguiram chegar até a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi.
O comando da paralisação, que Serra diz ser de 1%, até o dia de hoje não havia conseguido sequer ser recebido pelo governo. Nesta sexta uma comissão foi recepcionada finalmente no Palácio, mas o mesmo governo que alega não haver greve, diz que só iria negociar com a volta à aula dos grevistas.

Naquele mesmo instante, sob ordens do governador que já havia fugido da cidade, marginais vestidos com a farda da Polícia Militar abriram fogo contra manifestantes que queriam respaldar a negociação, mas foram recebidos com golpes de cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito “moral”. Tinham que ficar no seu lugar. Ali era local reservado a autoridades e bacanas. Os professores não eram nenhum dos dois.
Diante do impasse e da decisão do governo tucano de manter o arrocho salarial – os professores acumulam perdas de 34,3% -, da continuação do escárnio da política de bônus, provinhas e provões, sem qualquer Plano de Carreira, com as salas superlotadas, com os laboratórios e bibliotecas caindo aos pedaços, com o fechamento de turnos e escolas, a greve continua. E nova assembleia foi convocada para a próxima quarta-feira, dia 31 de março.

Professor Thiago Leme foi alvejado pelas costasCom as costas perfuradas por duas balas de borracha, Thiago Leme, professor de biologia da Escola Estadual Metalúrgico, em São Bernardo do Campo, relatou: “Não espero absolutamente nada deste governo, somente que saia o mais rápido possível. Somos uma categoria profissional digna e deveríamos ser tratados como seres humanos. Infelizmente, a imprensa é parte deste sistema corrupto e vamos ter amanhã as versões dos fatos que eles inventarem sobre hoje”.

Com as duas pernas sangrando, atingidas por bombas de efeito moral, Sílvio Prado, professor de História de Taubaté, desabafou: “Deste governo a gente não pode mais esperar nada, só truculência”.

Sindicalista, Policial Civil, Jeferson Fernando foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas e levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.

Professor de Filosofia em Jundiaí, Fernando Ribeiro presenciou quando um dos muitos policiais infiltrados pelo governo na manifestação “tentava atear fogo em um veículo, buscando incriminar os manifestantes”. Com o policial à paisana identificado, professores e estudantes saíram à caça do marginal que buscou refúgio entre os policiais militares. “Tentaram colocar fogo no carro para culpar o protesto. Como agiram com muita força, numa ação desproporcional, queriam uma justificativa”.


Carlos Ramiro (Carlão) foi atingido por um estilhaço de bombaCoordenador da representação do funcionalismo público estadual e vice-presidente estadual da CUT, Carlos Ramiro de Castro (Carlão) foi atingido na testa por um estilhaço de uma das bombas lançadas a esmo pelos policiais. Tranquilo, Carlão foi categórico: “O governo perdeu a cabeça e está desesperado. A razão está do nosso lado, venceremos!”

A professora Maria Izabel (Bebel), presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Público Oficial do Estado de São Paulo), também denunciou os provocadores "infiltrados" pelo governo estadual para deslegitimar a manifestação pacífica e exortou a categoria a ampliar a mobilização e se fazer presente na próxima quarta-feira na Paulista. “Tentaram nos colocar de joelhos, mas estamos aqui, de cabeça erguida, exigindo o respeito que esta maravilhosa categoria merece”.

A presidenta da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), Ana Letícia, sublinhou que “os professores nos enchem de orgulho pois estão enfrentando com garra e coragem a covardia e a mentira do desgoverno Serra. Contem conosco para seguir em frente na defesa da melhoria da qualidade do ensino público”.


Cada vez mais claro: Serra mente para o povoDe acordo com o deputado estadual Roberto Felício (PT), o simples fato das direções de escola terem sido instruídas pelo governo a não informarem sobre a paralisação é um forte indício do respaldo do movimento junto à categoria, “que está na linha de frente, pois não foge da luta”.

Conforme o deputado estadual Major Olímpio (PDT), liderança dos policiais militares, o que o governo estadual fez foi usar de toda a sua truculência e o seu aparato repressivo em vez de abrir negociação com os professores. “Os manifestantes vieram para dialogar, mas o governo tucano os recebeu como numa guerra”, frisou.

Para os incautos que ainda alimentavam alguma ilusão em relação à falta de caráter de José Serra, vale o comentário de um ex-amigo seu, Flávio Bierrenbach, ex-deputado e ministro do Superior Tribunal Militar: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio".

sábado, 27 de março de 2010

GOVERNO SERRA AGRIDE PROFESSORES



GOVERNO SERRA AGRIDE PROFESSORES - Tropa de choque cerca ruas da região do Palácio dos Bandeirantes e ataca professores com bombas de efeito moral e balas de borracha vários professores ficaram feridos.






PROFESSORES DECIDEM: GREVE CONTINUA

Próxima Assembleia - dia 31 (quarta-feira) na Paulista
EXIGIMOS NEGOCIAÇÃO JÁ!

Mais uma vez os professores deram uma demonstração de garra e disposição de luta nesta sexta-feira, 26. Além da chuva, que marcou o início da assembleia estadual, realizada no Morumbi, nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, os professores enfrentaram a truculência do governo José Serra, que posicionou a tropa de choque, a Cavalaria e a Força Tática no entorno da sede do governo para impedir o direito ao livre trânsito de professores. Houve conflito. A tropa de choque usou bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha contra a categoria. Vá-rios professores ficaram feridos.

O governo tentou de tudo para evitar a realização da assembleia, realizando bloqueios policiais nas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares e na Marginal do Tietê para barrar os ônibus que traziam professores do interior. Não conseguiu. Mais de 40 mil professores aprovaram a continuidade da greve e uma nova assembleia no próximo dia 31 de março (quarta-feira), às 15 horas, no vão livre do MASP.

Uma comissão foi recebida pelos secretários adjuntos da Casa Civil e da Educação apenas para afrontar mais uma vez o nosso movimento, propondo que a negociação se dê apenas com o fim da greve. Entretanto, cabe aos professores – e não ao governo – decidir o encerramento da greve, mediante o atendimento das reivindicações.

Materiais de mobilização

A assembleia aprovou a realização de um dia estadual de doação de sangue, em 30 de março, cujo cartazete segue anexo a este fax, para ser reproduzido pelas subsedes.
Também segue anexo um panfleto dedicado aos professores que prestarão a prova do concurso no próximo domingo, 28. Orientamos para que a panfletagem ocorra nos locais das provas ao final do exame. Da mesma forma, segue material a ser encaminhado às igrejas, solicitando que seja lido nas missas e cultos dominicais.

Os cartazes convocatórios estarão disponíveis às subsedes da Capital e da Grande São Paulo nesta segunda-feira, na Sede Central, a partir das 12 horas.

Bota-fora de Serra

A participação no bota-fora de Serra no dia 31 de março, às 12 horas, na Praça do Patriarca, será organizada em alas.
Abaixo, encaminhamos distribuição das subsedes, com temas relativos à rede estadual de ensino.

Solicitamos que os professores vistam-se com as cores de cada ala. Outra sugestão é criar algum acessório e/ou fantasia que possa ser “vestido” pelos professores por cima da roupa.

Nossas principais reivindicações:
Reajuste imediato de 34,3%;
Incorporação de todas as gratificações e extensão aos aposentados, sem parcelamento;
Contra o provão dos ACTs;
Contra a avaliação de mérito;
Contra o PLS 403 (Senado Federal);
Pela revogação das leis 1093, 1041, 1097;
Por um plano de carreira justo;
Concurso público de caráter classificatório.

ASSEMBLEIA ESTADUAL
31/03 – 15 horas – Vão livre do MASP
São Paulo, março de 2010.
Prezados senhores, prezadas senhoras,

A APEOESP, sindicato dos professores estaduais, pede respeitosamente licença para expor aos senhores e às senhoras, resumidamente, a situação atual da rede estadual de ensino, e os motivos que nos levaram a estar em greve desde o dia 8 de março.
Esta nossa mensagem é importante, porque estamos dialogando com pessoas cujos filhos e filhas são, possivelmente, nossos alunos e alunas na escola pública.

O propósito da nossa greve é, sim, melhorar nossas condições salariais e de trabalho, mas o objetivo maior é oferecer um ensino sempre de melhor qualidade.

Estar em greve nunca é uma situação fácil; por isto ela é um recurso que utilizamos quando as portas se fecham e não ocorre a negociação. É o que tem acontecido. Há muito tempo estamos alertando o governo de que nossos salários são muito baixos, que acumulamos muitas perdas e que as condições de trabalho são muito ruins. Isto afeta a qualidade do nosso trabalho e prejudica o aprendizado de seus filhos e filhas.
Mas o governo não nos atende, nem quer negociar. A resposta é sempre não, não e não.

Para piorar, agora manda a polícia militar nos agredir, como tem ocorrido em diversas cidades e, com maior gravidade, na tarde de 26 de março nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, deixando vários professores feridos.

Os senhores e as senhoras sabem que o professor que alfabetiza seus filhos, na jornada de trabalho de 24 horas semanais, ganha apenas seis reais e cinquenta e cinco centavos por hora aula?

E que o professor de 5ª a 8ª série e ensino médio ganha apenas sete reais e cinquenta e oito reais por hora aula? E que o nosso vale alimentação é de apenas quatro reais?

Escola não é só prédio e equipamentos. Eles são importantes, mas a essência da escola são as pessoas que nela estudam e trabalham. No entanto, ao contrário de serem valorizados, os professores estão submetidos a muita pressão. Leis e decretos que retiram direitos profissionais, impõem obrigações injustificadas, provas para isto e para aquilo e estimulam uma competição nada saudável entre professores, criando um clima nas escolas que não ajuda a melhorar o processo educativo.

Nós precisamos do apoio e da compreensão de vocês. Nossa profissão é ensinar. Nós formamos e dedicamos nossas vidas a isto. Nosso instrumento de trabalho é a educação. Estamos tristes com tanto desrespeito do governo, mas não nos entregamos porque temos compromisso com cada um de vocês e com seus filhos e filhas.

Quanto mais apoio houver, mais rápido o governo negociará e as escolas estaduais de São Paulo voltarão à sua rotina normal, mas haverá mais qualidade de ensino... podem estar certos disto!

Um grande abraço. Muito obrigada!
Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP
Membro do Conselho Nacional de Educação

Salário, emprego, carreira, SIM! Provinhas e provões, NÃO!

AUTORITARISMO E TRUCULÊNCIA NÃO VÃO NOS CALAR
A GREVE CONTINUA. NEGOCIAÇÃO JÁ!

Este momento, o da realização do concurso público, é extremamente importante na vida daqueles que já estão há algum tempo na rede estadual como temporários – e que buscam se efetivar, para os que desejam melhorar sua situação funcional e para os que sonham iniciar a carreira do magistério, recém-saídos das universidades.

A APEOESP sempre defendeu o ingresso na carreira pública por meio de concurso de provas e títulos, e de caráter classificatório, mas os sucessivos governos do PSDB não realizaram concursos periódicos, em número suficiente.

O resultado é que mais de 48% dos professores da rede estadual são contratados em caráter temporário – e isto significa mais de 100 mil profissionais. Agora, o governo realiza um concurso eliminatório, em duas fases, para preencher apenas 10 mil vagas!

Ao mesmo tempo, por falta de uma política salarial, os salários dos professores estaduais estão extremamente achatados. Estado mais rico da Federação, São Paulo paga o 16º pior salário do país: o PEB II, em jornada de 24 horas semanais, ganha R$ 7,58 por hora-aula; o PEB I, R$ 6,55. Ganhamos menos que os nossos colegas do Acre (R$ 11,70 a hora-aula), de Roraima (R$ 10,32), Alagoas (R$ 10,15).

O governo Serra, com a ampla maioria na Assembleia Legislativa, impôs um pacote de maldades contra os professores: as leis 1093, 1041 e 1097. Elas limitam o reajuste salarial apenas aos professores que sejam aprovados em uma prova, ainda assim limitados a 20% do total de professores. Ou seja, o reajuste pode ser dado apenas a um número ínfimo de professores e, de cara, 80% ficam prejudicados. Quanto aos temporários, os ingressantes e os que não são abrangidos pela lei 1010/07 (da Previdência Estadual) têm que se submeter a uma prova todos os anos, para participar do processo de atribuição de aulas. Pior, os contratos dos novos temporários terão validade de até 12 meses depois terão que cumprir uma “quarentena” de 200 dias para poder se candidatar de novo no processo de atribuição.

Isto precariza ainda mais a já precária situação do professor temporário.
É por estas razões e tantas outras que estamos em greve. Temos a necessidade de reajuste imediato de 34,5% para repor as perdas salariais dos últimos 12 anos. Também reivindicamos a revogação das leis 1093, 1041 e 1097 queremos emprego e concurso público de caráter classificatório para efetivar o maior número de professores e, desta forma, garantir o emprego.

Mas ao invés de negociar, o governador José Serra nos trata com truculência. Na assembleia do dia 26, no Palácio dos Bandeirantes, a violência atingiu níveis inaceitáveis. Vários professores foram feridos pela ação da tropa de choque.
Contudo, não vamos nos calar. Não nos intimidaremos por ameaças, afrontas e truculência. Nossa greve continua pela melhoria das condições de trabalho, por nossos salários e empregos. Não à prova de mérito; não às provas dos temporários; não às políticas excludentes do governo estadual. Contamos com o seu apoio. Participe conosco na quarta-feira, 31, da nossa assembleia estadual, na avenida Paulista (vão livre do MASP), a partir das 14 horas.

domingo, 21 de março de 2010

A VERDADE SOBRE JOSÉ SERRA E A EDUCAÇÃO PAULISTA

A VERDADE SOBRE JOSÉ SERRA E A EDUCAÇÃO PAULISTA

Estamos em ano de eleição e, portanto, é hora de prestarmos atenção aos possíveis candidatos para que o nosso voto não seja motivo de mais mazelas sociais causadas por más administrações. Sabemos, no entanto, que manter-nos informados quanto ao que realmente acontece em nossa sociedade não é tarefa fácil, uma vez que boa parte da grande mídia está a serviço do capital e de partidos políticos – geralmente conservadores.Como o PSDB

É por essa razão que, por meio desse e-mail, queremos informar a todos o que realmente acontece na educação paulista, uma vez que possivelmente o Sr. José Serra se candidatará ao cargo de presidente da República neste ano.
Acreditamos na Internet como um meio eficiente de fazer ouvir a nossa voz, quando o governo e a mídia, por conta dos seus interesses eleitoreiros, querem nos calar e difamar a todo custo.

Um exemplo dessa atitude criminosa da mídia golpista é a matéria que, recentemente, foi publicada no Estadão. Dentre outras insinuações, o jornal acusava os professores da rede estadual de entrar em greve como um pretexto para ficarem de “braços cruzados”, um jeito “sutil” de classificar a categoria como preguiçosa.
O jornal “esqueceu-se”, no entanto, de contar aos leitores os reais motivos da paralisação dos professores. Este e-mail, portanto, pretende impedir a manipulação asquerosa promovida por esse e por outros jornais de grande circulação, contando o que de fato acontece nos estabelecimentos de ensino do estado de São Paulo e que motivou a greve.

SEGREGAÇÃO DA CATEGORIA

O governo Serra dividiu os professores em categorias com letras sugestivas como O de otário, L de lixo, F de f*****, etc, como se fôssemos gado marcado a ferro quente nas costas com as iniciais do dono.

O intuito disso é muito simples: segregar a categoria, jogando professores uns contra os outros, numa clara tentativa de enfraquecer a categoria, facilitando a aplicabilidade dos desmandos do governo tucano.

A verdade, no entanto, é uma só. Somos todos professores, e temos – ou deveríamos ter pela lógica mais pueril – os mesmos direitos. Na prática, porém, não é o que acontece depois da invenção das malfadadas “letrinhas”. Cada categoria de professores é totalmente diferente da outra.

A DUZENTENA

Os professores da categoria O, por alguma razão ilógica que ainda estamos tentando compreender, após término de contrato terão que ficar 200 dias afastados das salas de aula. Isto significa que, se um professor está cobrindo uma licença de três meses, após esse período cessa o contrato e ele precisa ficar 200 dias em casa.

As perguntas óbvias que surgem imediatamente são: Acaso deixaremos de precisar trabalhar durante 200 dias? Nossos filhos deixarão de comer durante 200 dias? Sob quais argumentos o governo aprovou uma lei tão absurda e sem sentido?
O que parece é que a lei é um desestímulo a que os professores participem das atribuições de aula, e cubram licenças como professores eventuais, o que acontece muito.
Isso porque um professor contratado exige que se recolha INSS, que se pague horas de HTPC, dentre outros benefícios que o eventual não tem.

MATERIAIS DE PÉSSIMA QUALIDADE

Há alguns anos o governo tucano de São Paulo vem enviando às escolas revistas com aulas já prontas – tirando toda a autonomia e liberdade do professor. Tais revistas são de péssima qualidade, apresentando erros grotescos, propondo exercícios patéticos que pouco ou nada contribuem para o avanço dos alunos.

SARESP NÃO MOSTRA A REALIDADE DOS ALUNOS PAULISTAS

Os índices do IDESP – que somam índice de aprovação de alunos e desempenho na prova do SARESP – estão longe de revelar a realidade das salas de aula no estado de São Paulo. A verdade é que, com a progressão continuada, isto é, a obrigatoriedade de aprovar um aluno de um ano a outro, a menos que este exceda o número de faltas permitidas, é muito fácil manter um índice alto de aprovação de alunos, sem que isso signifique necessariamente que eles possuem as competências e habilidades que deveriam possuir.

Ademais nos resultados do SARESP o que vemos são textos asquerosos que tentam intensificar avanços pequenos, e minimizar atrasos significativos. Ademais o governo tem o mau hábito de atribuir a suas políticas educacionais os méritos dos avanços dos alunos, e lançar apenas ao professor a responsabilidade pelos regressos.

SALAS LOTADAS

Há um grande número de alunos por sala de aula, o que dificulta o trabalho dos professores, fazendo com que o ensino não tenha a mesma qualidade que poderia ter caso o número de alunos fosse reduzido.
Além disso o governo prometeu que colocaria dois professores por sala na primeira série do Ensino Fundamental I, e isso não é o que temos visto. Ao contrário, o que vemos são PEBs I com 40 crianças de cinco e seis anos sem que haja o prometido professor auxiliar..e não pense que é só nas PEBs I que encontramos esses números absurdos de alunos não!!!

PROVÃO DOS ACTs

Está claro que o governo pretende com o provão dos ACTs passar a ideia ilusória de que os supostos “professores incompetentes” serão afastados das salas de aula, o que seria um avanço na educação, uma inovação desse governo. Isto porém não passa de mais uma medida para fazer com que o povo acredite que a educação está melhorando graças ao governo Serra. Também é um meio de jogar a responsabilidade pela falência da educação sobre as costas dos professores, classificando-os como incompetentes, para não assumir a parcela farta de culpa do governo tucano que sucateou o ensino.



AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO E VALE-TRANSPORTE

Quanto a essa parte não é preciso dizer muita coisa. Não é à toa que os colegas apelidaram o vale-refeição de “vale-coxinha”. Quem consegue receber o “benefício” sabe que ele é tão vergonhoso quanto o nosso salário. E aí dar mais aulas ou ultrapassar o "limite" de salário para receber o vale-coxinha ou ficar com o vale-coxinha e dar menos aulas? Difícil escolher entre as duas mixarias!!!!

PROPAGANDA ENGANOSA

O governador José Serra,do PSDB com claros interesses eleitoreiros, tem veiculado propagandas na mídia que mostram uma realidade falseada da educação paulista. Nessas propagandas o salário dos professores é ótimo, a educação avança vertiginosamente, etc.
Na prática qualquer professor sabe que isso não é verdade.

SALÁRIOS MISERÁVEIS

Freqüentemente somos acusados pela mídia golpista a serviço do PSDB de mercenários, simplesmente porque lutamos por salários dignos. Parece que a imagem que se tem do professor é a mesma do “voluntariado”.
Nós professores temos famílias para sustentar, temos contas a pagar, dedicamo-nos não somente dentro da escola, mas também em nossas casas, já que é no lar que nos atualizamos, corrigimos trabalhos, planejamos aulas.
O salário base de um professor hoje não chega a R$ 950,00, o que é muito pouco para um trabalho que exige de nós muito tempo.



FALTA DE CONCURSOS PÚBLICOS PARA EFETIVAÇÃO

Vem do período da ditadura militar essa insistência em manter professores temporários na rede. Hoje esses professores são parte significativa de todo o efetivo da categoria. O número de temporários ultrapassa os 80.000 professores.
Isso gera algumas dificuldades na hora de aposentar-se, e não dá acesso a alguns benefícios que o efetivo tem.
É verdade que agora – em ano de eleição – o governo realizará um concurso público para efetivação de professores. No entanto o número de vagas é ridículo, pouco mais de 10.000. Precisamos de muito mais vagas para substituir todos os temporários da rede, então só pensando um pouquinho...já sabem de quem serão as vagas..tempo de serviço não conta?

PROFESSORES NÃO FORMADOS ATUAM NA REDE

O governo, que vez ou outra coloca professores de “reforço”, como está acontecendo com os educadores da disciplina de matemática, e que quer demonstrar tanto rigor na contratação de professores com provas eliminatórias, na verdade permite que alunos de faculdade – ainda não formados – bacharéis e tecnólogos – que não passaram em sua graduação por disciplinas relacionadas à prática pedagógica, lecionem tranqüilamente na rede pública.

Preste muita atenção em quem você vai votar.
A mídia e o governo estão tentando jogar a sociedade contra os professores, ao mesmo tempo que tentam abafar as reais dimensões da greve para que a imagem do “candidato das elites” não saia arranhada e atrapalhe suas pretensões políticas.

PSDB-NUNCA MAIS

Professores tomam a Paulista: “A greve continua, Serra a culpa é sua”

60 mil contra o desmonte do ensino

Escrito por Leonardo Wexell Severo

19/03/2010
Professores tomam a Paulista: “A greve continua, Serra a culpa é sua”

Multidão desce a ConsolaçãoEntoando palavras de ordem como “A greve continua, Serra a culpa é sua” e “Somos todos professores, efetivos, temporários, contra a precarização, por trabalho e mais salário”, o magistério paulista voltou a tomar a avenida Paulista, nesta sexta-feira (19), contra a intransigência do desgoverno estadual e o desmonte do ensino.

Com a concentração marcada para o início da tarde no vão livre do MASP, as delegações foram chegando em caravanas de ônibus da capital e do interior trazidas pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Logo já eram 60 mil educadores tomando as duas faixas da Avenida Paulista para a realização da assembleia.

Esbanjando ironia e bom humor, os professores ergueram faixas e cartazes onde qualificavam o governador José Serra de “exterminador da educação”, “mentiroso” e “fujão”, terminologia também direcionada a seu secretário de Educação, Paulo Renato, notório ministro de FHC, que proliferou a privatização do ensino no país.

Além de não abrirem diálogo com a direção do movimento durante as duas semanas de greve - que chegou a paralisar 80% das escolas nesta sexta -, governador e secretário fugiram de atividades das quais deveriam participar para não ter de ouvir cobranças, nem dar explicações aos professores. “Ocorreu uma atividade perto da ponte do Jaraguá em que Serra iria e organizamos um comitê de recepção. Quando ele soube, não deu as caras. É um fujão, que não dialoga com a sociedade. Nós queremos negociação”, declarou a professora Nair P., de Português.


Bebel, presidenta da Apeoesp,, no Masp. Foto: CUT-SPProfessora de Matemática de Sorocaba, Marlene S. sintetizou o que acredita ser o motor do impasse: “o problema do Serra é que ele mente, como a questão dos dois professores por sala de aula que nunca existiu e a dos salários, que estão há 11 anos sem aumento. Faltam apenas nove dias para eu me aposentar, mas estou aqui porque o ensino público paulista não merece tamanho desrespeito”.

Enquanto entrevistava os professores, Serra se multiplicava em torno de mim. Como abutre, vampiro ou defunto, levado em caixões por dezenas de mãos que exorcizavam seus feitos: superlotação de salas, arrocho salarial de professores e funcionários, abandono e desestruturação de bibliotecas e laboratórios. Na lápide, ao lado de um dos caixões, o alerta contra o “morto-vivo”: “quem destruiu a educação não pode governar a nação”.

Muitos jovens, com faixas e bandeiras da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES), expressavam o seu apoio ao movimento reivindicatório: “O professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!”. Como explicou a presidenta da entidade, Ana Letícia, a solidariedade é total: “os professores estão tentando salvar a educação da destruição a que vem sendo submetida por uma política predatória, que mantém 100 mil professores em caráter temporário e em serviço precário”.

Ao som do batuque de tambores, estudantes vindos de Santo André também elevaram a voz: “Hoje são eles, amanhã seremos nós, professores, estudantes, nossa luta é uma só!”. Do alto dos prédios, papel picado, aplausos e sinais de aprovação, sempre retribuídos com acenos pelos manifestantes.



Bebel (Apeoesp) e João Felicio (CUT)Aclamada pela mutidão, a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), condenou a postura autoritária e mentirosa adotada pelo governo estadual que, além de não negociar, manipula os números, falando em 1% de adesão da categoria. “Serra insiste em dizer que não há greve, mesmo assim, a cada assembleia, vemos que é cada vez maior o número de manifestantes. Ele diz que é uma greve política e tem razão, porque defendemos o partido do magistério paulista, pela melhoria das condições de ensino, de vida, trabalho, salário, respeito e dignidade”, sublinhou.

Na avaliação da dirigente da Apeoesp, a primeira semana de greve foi de conscientização; a segunda, de crescimento; e a terceira será de resistência, com o movimento se enraizando e paralisando todas as escolas.

A energia da manifestação se expressava não apenas pelo moral elevado, como pela sua imensidão. No momento em que a passeata dos professores já ia longe na avenida Consolação, ainda havia gente no Masp, com a massa compacta ocupando mais de um quilômetro. E foi assim que dezenas de milhares chegaram na Praça da República, onde está localizada a Secretaria de Educação, para presenciar uma nova fuga de Paulo Renato, que não deu as caras.

Diante do impasse, os professores decidiram que vão abandonar o “subordinado” e passar a negociar com o seu “chefe”: na próxima sexta-feira (26), vão marchar até o Palácio dos Bandeirantes para falar diretamente com o governador. O eixo da convocação do ato, para o qual estão convidados pais e alunos, é “Serra mente para o povo, a educação pede socorro”. Entre as principais reivindicações a reposição das perdas salariais, com o reajuste de 34,3%; incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados; plano de carreira justo; concurso público; garantia de emprego e contra as avaliações excludentes.


Estudantes denunciam Serra: exterminador da educaçãoEm nome da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, ex-presidente da Apeoesp, reiterou a solidariedade e o compromisso de luta pela recuperação da escola pública. “Se hoje fizermos uma pesquisa séria no Estado de São Paulo, veremos que nenhum estudante quer ser professor. Isso ocorre pelo brutal abandono, porque ninguém agüenta o salário de miséria que vem sendo pago pelo estado mais rico do país, com a mais alta arrecadação de ICMS”, declarou. Segundo João Felício, “a verdade é que depois que os tucanos chegaram ao governo de São Paulo, o caos foi instalado na educação e os movimentos sociais foram criminalizados”.

O vice-presidente da CUT-SP e também ex-presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro de Castro (Carlão), condenou o “trololó” dos tucanos e exortou os professores a ampliarem a convocação para o ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes: “será a resposta do magistério público que não aceita o sucateamento da educação e exige respeito”.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sapateiros de Franca em greve

Sapateiros de Franca em greve

Escrito por Leonardo Severo
18/03/2010

Paralisação por fábrica já arrancou aumento real de 3% para metade da categoria



Greve se espalhaA ofensiva desencadeada pelo Sindicato dos Sapateiros de Franca desde segunda-feira (15), com a estratégia da paralisação por fábrica, já conseguiu beneficiar metade dos cerca de 27 mil trabalhadores da base em mais de 500 indústrias de calçados.
Os acordos fechados contemplam 7,5% de reajuste salarial – mais de 3% de aumento real diante de uma inflação de 4,36% -, piso de R$ 612,00; abono escolar anual no valor de 160,00 por filho e 90 horas de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), de acordo com o salário de cada trabalhador. Além disso, o período do contrato de experiência foi reduzido para 60 dias, a data base foi mudada para o 1º de maio – o que favorece as mobilizações, pois anteriormente era fevereiro – e foram renovadas todas as cláusulas sociais.

“Garantido e registrado tínhamos quatro mil trabalhadores beneficiados pelos acordos, aos quais se somaram outros 10 mil apenas com a ameaça da greve rondando as empresas. Isso nos estimula a ampliar a mobilização”, declarou Sebastião Ronaldo de Oliveira, presidente do Sindicato.

Nesta quinta-feira o Sindicato concentrou os carros de som e boa parte da sua estrutura em três indústrias que empregam cerca de 500 funcionários: Florence, Corvari e Italforma. “A pressão da base é a única linguagem que o sindicato patronal entende. Com as empresas paradas fica mais fácil. Este é o nosso entendimento e o pique da greve tem sido decisivo”, informou o sindicalista. Agora, acrescentou, a solidariedade de classe começa a jogar peso fundamental, pois são centenas de fábricas para o Sindicato atender. “Além de grande importância, temos uma enorme necessidade de apoio. Todos os companheiros que puderem ajudar com estrutura serão bem-vindos. Enquanto nos concentramos numa fábrica há pelo menos outros quatro ligando, solicitando a presença dos nossos diretores”, explicou Ro/naldo.
A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Vestuário (CNTV), Cida Trajano, reforçou a convocação para que os Sindicatos se solidarizem: “greve é momento de um por todos e todos por um. Com toda a certeza, a conquista de um aumento real tão significativo, entre outros avanços, vai se irradiar não apenas pelo Estado de São Paulo, como pelo país, dando mais consistência e solidez às nossas reivindicações”.

Os Sindicatos e entidades que puderem auxiliar devem entrar em contato pelos telefones (16) 2104.4343, (16) 9121.8246 e (16) 9156.6746.



Mais informações – Ronaldo (16) 9146.6476.